Olá! Estou de volta! E agora com mais um assunto monetário básico necessário que qualquer investidor saiba! Você conhece a Taxa Selic? Bom, espero que sim porque isso é o que vai fazer você entender, pesquisar e, finalmente, saber onde buscar juros baixos.

Antes de explicar o por quê, vamos a uma breve descrição do que é a taxa Selic, para que ela serve e de onde surge a alteração de seu valor.

A TAXA SELIC


percentual representando a taxa selic num teclado

Antes de falar o que é a tal da Selic, vou falar sobre o significado do termo. Isso vai fazer com que você lembre exatamente o que é a Selic após complementar com a explicação. Sendo direto, SELIC significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Tá, e daí?

Como o nome diz, é um sistema. Este sistema de liquidação e custódia é utilizado pelo governo para alguns objetivos. Um deles, é arrecadar dinheiro.

Exatamente! Além dos impostos, o governo arrecada dinheiro através do Tesouro Nacional via emissão de títulos de dívida pública (você poderá ver isto aqui neste artigo sobre Tesouro Direto) e através dos bancos, de acordo com as regras de política monetária definidas pelo BCB (Banco Central do Brasil).

Não à toa, a Selic é referenciada em todo o país como a taxa básica de juros. Simplesmente porque ela dita toda regra de juros das instituições financeiras como o percentual que as instituições irão cobrar, em quanto tempo de um financiamento ou empréstimo etc.

A Selic é, também, vista de duas formas: Selic Over e Selic Meta. Enquanto a primeira é utilizada por bancos que pedem/fazem empréstimos de/para outros bancos, a Selic Meta é a base dos juros no país.

Soou meio complicado? Então vou explicar.

SELIC OVER


várias cédulas

Lembra dos títulos de dívida pública mencionados anteriormente? Pois é, estes títulos são, comprados, em maior parte, por bancos como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, HSBC entre outros. Isso porque estes títulos são remunerados “à la Selic”. Mas a parte da remuneração não cabe no momento…

De acordo com a política monetária do BCB, os bancos devem realizar os chamados Depósitos Compulsórios que, de acordo com este documento do BCB, “são recolhimentos obrigatórios de recursos que as instituições financeiras fazem ao Banco Central (…)” e que além disso “(…) têm sido utilizados também como instrumento de preservação da estabilidade financeira (…)”. Ou seja, parte do dinheiro depositado nas instituições financeiras são enviados, obrigatoriamente, ao Banco Central.

Disse parte destes porque existe uma exigência obrigatória definida pelo BCB. E, no período de 2 semanas, usualmente, os bancos devem manter 80% da quantia exigida pelo BCB, todos os dias das duas semanas, e a média final dos depósitos diários destas duas semanas deve ser igual ou superior à 100% do que é exigido. Caso essa exigência não seja cumprida, as instituições financeiras são penalizadas, atualmente, pela Taxa Selic + 4% a.a. sobre o que faltou para cumprir a exigência.

Isso não significa que o dinheiro que vai para o Banco Central é monitorado pelo governo. Este dinheiro pertence inteiramente às instituições financeiras. Esta exigência se deve por alguns motivos como controle da inflação, contenção da volatilidade do mercado de títulos de dívida pública e mensuração do Imposto de Renda Pessoa Física, por exemplo.

SELIC OVER: TUDO SE BASEIA EM TRANSAÇÕES BANCÁRIAS


Como milhões de transações são realizadas diariamente, essa reserva é modificada a todo tempo e o que ocorre é que as instituições acabam finalizando o dia com o valor menor ou maior que o exigido nas regras dos Depósitos Compulsórios. Desta forma, normalmente as instituições que encerraram o dia com valor abaixo dos 80% da exigência, acabam pedindo empréstimos para outras instituições dando como garantia os títulos de dívida pública.

Esses empréstimos, geralmente, são para devolução em 24 horas e possuem uma taxa acordada entre as instituições. É a taxa utilizada sobre o chamado CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Essa é a tal Taxa Selic Over.

Toda essa explicação, foi para mostrar, realmente, de onde vem a taxa que representa os CDI que você pode ter ouvido falar por aí. Por isso, você verá que os CDI, normalmente, seguem rente à Selic. Isso porque a Selic Meta é, em teoria e provavelmente na prática, a menor taxa de juros do país. Por isso, quando os bancos negociam empréstimos entre si, não faz muito sentido negociar à uma taxa muito maior que a Selic Meta ainda mais se tratando de um empréstimo com garantia de título que provê rentabilidade atrelada à Selic e com proposta de liquidação em 24 horas.

E se você está se perguntando se o dinheiro que você deposita no seu banco vai para o Banco Central, não posso responder se é o seu… Mas o de uma boa parte da população vai e volta sempre. Sejam recursos das contas corrente ou poupança. Isso é só para você perceber que em mais um artigo eu falei que seu dinheiro não fica parado na conta. Mas, este artigo não é para falar sobre Depósitos Compulsórios.

SELIC META


percentuais sobre uma mão

Eu disse a você que viria um bombardeio de conteúdos bons. Então segura que agora é hora de falar da Selic que os investidores pessoas físicas mais irão utilizar, provavelmente.

A Selic (Meta) é a taxa básica de juros do país. Ela é utilizada pelo Banco Central para, principalmente, controlar a inflação. O Banco Central, através do COPOM (Conselho de Política Monetária) faz 8 reuniões ao ano para decidir se vai aumentar os juros ou diminuí-lo. Atualmente, a Taxa Selic está definida em 14,25% a.a.

Esta taxa pode ser alterada posteriormente. Apesar do Banco Central definir a Taxa, ela pode ser obtida através da média diária ponderada pelo volume das operações como você verá ao final.

A Selic tem impacto em 3 principais coisas:

1 – Poupança: O rendimento da caderneta de poupança pode variar de acordo com a inflação.

2 – CDI: como já foi mencionado neste artigo, os bancos tomam como base a Selic Meta para definir a Selic Over que é a taxa utilizada em seus CDBs (Certificados de Depósito Bancário). Futuramente teremos um artigo específico sobre CDB.

3 – Inflação: O governo utiliza a Selic para criar um efeito inflacionário ou deflacionário nos preços em geral.

COMO A TAXA SELIC AFETA A INFLAÇÃO?


moeda de 1 real com a face da cara tendo o prédio do banco central do brasil

Através de um exemplo simples, vamos exemplificar o aumento ou redução nos preços.

Imagine que você queira comprar a casa dos seus sonhos em 7 meses. Nisso você faz todo um planejamento estratégico sobre o quanto deve poupar, todo mês, para que você possa financiar parte do valor da casa através do financiamento junto à alguma instituição financeira.

Neste ponto, seu planejamento está sendo realizado de acordo com um ambiente. Neste ambiente (o país) existe a Selic e, por algum motivo, o governo decidiu aumentar a taxa básica de juros.

Desta forma, supõe-se que você tenha desistido de comprar a tal casa por enquanto porque a taxa de juros do financiamento vai ser maior e, portanto, as parcelas para pagar tal financiamento fogem de seu planejamento.

A LEI DA OFERTA E DEMANDA


representação de oferta e demanda com várias iscas para apenas um peixe

Agora imagine que várias pessoas estão na mesma situação que você neste momento em que decidem não comprar suas respectivas casas. Esta situação fará com que as casas fiquem em estado de vacância, ou seja, as casas ficarão vagas, vazias. Então, mais casas ficam à venda porque a quantidade de pessoas que podem comprar é menor devido a elevação dos juros.

Uma forma de vender as casas seria o proprietário baixar o preço da casa para que possa conseguir vender. Isso evita que a casa fique parada gerando custos.

Assim como utilizei o setor imobiliário, esse movimento funciona da mesma forma ao comprar em mercado. Seja o alimentício, seja o de automóveis, o de títulos de dívida, o de ações etc.

Quanto mais produtos estiverem em estoque menor serão os preços por causa da sobre venda. Ou seja, quando há excesso de vendas e alta concorrência.

Da mesma forma, caso o governo queira movimentar a economia do país, este pode reduzir a Taxa. Assim as pessoas poderão fazer mais empréstimos.

Pedindo mais linhas de crédito elas comprarão cada vez mais fazendo os preços subirem por causa da sobre compra. O que é causado pelo excesso de compras e alta demanda.

CONCLUSÃO


Agora você sabe que a Taxa Selic é a principal arma que o governo tem para combater a inflação. Eu disse principal, não a única. E depois de você saber de tudo isso, você agora pode ter vantagem ao analisar o movimento dos juros. Vantagens ao adquirir crédito (de forma inteligente) com taxas menores para fazer o que planejou.

Utilizando este conhecimento juntamente com a inflação, de forma inteligente e precisa, você pode se beneficiar legalmente de várias coisas. Principalmente no que diz respeito aos investimentos. A fazer seu dinheiro trabalhar para você.

Você pode acompanhar a Taxa Selic. Lá você encontrará tabela contendo os valores reais e os valores oficiais. Além disso você encontrará a fórmula para obter o valor da Selic.

Gostou do artigo?

Veja também: Como Realmente Funciona O Tesouro Direto? Tudo O Que Você Precisa Saber Para Investir Com O Máximo De Rentabilidade!

Se quiser fazer alguma sugestão, comente abaixo! Sua opinião é muito importante para mim porque assim eu poderei atualizar este conteúdo e torna-lo cada vez melhor para os outros visitantes.

Não esqueça também de compartilhar este artigo no Facebook com seus amigos. Garanto que eles poderão ser ajudados da mesma forma que este artigo ajudou você.


Leave a Reply

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.